Como selecionar uma assessoria de imprensa

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Por Oswaldo Pepe, Art Presse, empresa de assessoria de imprensa e Relações Públicas de São Paulo

Esta é uma pergunta recorrente: como selecionar uma boa assessoria de imprensa em S. Paulo? Acho que foi o Huffington Post que popularizou este esquema “Xis Coisas Que Você Precisa Saber Sobre Etc”.

Não sei se é bom jornalismo, mas o fato é que as pessoas gostaram do formato. Portanto, seguem as nossas cinco dicas:

Dica 1: Em geral não existe assessoria de imprensa ruim; mas existe assessoria de imprensa mal brifada  e/ou super estimada.

Por super estimada quero dizer que se esperam resultados que ela não tem como prover, em curtos prazos, principalmente. Assessoria de Imprensa trabalha basicamente com construção de confiança e isto só se consegue no tempo. E o resultado de seu trabalho depende da Imprensa, ou seja, ela nunca tem a palavra final – o que é ótimo pois é o que dá toda credibilidade.

Mal  brifada é quando o cliente não consegue explicar exatamente o que quer, tem um problema de comunicação mas não consegue – ou não pode ou não deve – formulá-lo com clareza. E espera que a assessoria consiga resolver o assunto sem maiores esclarecimentos.

Dica 2: Não faça concorrência. Serviços como o de assessoria dependem do estabelecimento de uma empatia, uma simpatia, um entendimento natural e confiança entre as partes. Como a contratação de um arquiteto, um advogado, um médico. É isso que fará toda a diferença, afinal a assessoria vai falar em seu nome e o de sua empresa para um dos públicos mais importantes que existe: os jornalistas. Faça pesquisa, conheça as pessoas e se possível, as sedes, muito importante ver onde trabalham os assessores. O que importa não é o preço (que deve ser o do mercado, certamente) ou as muitas vezes espetaculares propostas de trabalho – em geral feitas por equipes especializadas que não têm a tarefa de atender o cliente no dia a dia e que provavelmente você nunca mais vai ver.

Dica 3: Empresas de Assessoria de Imprensa vêm em alguns tamanhos. As que são operadas de casa ou de uma sala por uma ou duas jovens cheias de pique que se dedicam de corpo e alma aos seus pequenos clientes. As “maiorzinhas”, médias e boutiques, com uma equipe que vai de dez a trinta pessoas, onde você sempre será prontamente atendido por um diretor ou por uma gerente que sabe tudo da sua conta e para a qual sua conta sempre é estratégica. E as grandes, que têm contas grandes para as quais têm que se dedicar com afinco e que acabam por serem chamadas por um grande número de empresas diversas por sua fama e presença.

Cada uma delas têm suas vantagens, cabe ao cliente procurar compreender com qual haverá a maior empatia, o melhor encaixe, o mais produtivo entendimento comum. Toda a força de comunicação que uma assessoria pode exercer vem principalmente da relação de confiança, parceria e cumplicidade (no melhor sentido) que se estabeleça com o cliente. Fora disto é business as usual, adequado para outras áreas dos negócios mas nunca para a sensível área da comunicação com a Imprensa.

Dica 4: Toda a empresa tem que se tornar uma empresa de mídia. É o que a democratização da comunicação – antes dominada por quem detinha os meios (jornais, revistas, rádios, tevês) – via a internet nos trouxe. É a era de interconectividade, um falando com todos, todos com todos e todos com um. Comunicar-se ficou tão importante quanto o core business da empresa. Neste sentido é importante que uma assessoria de comunicação tenha desenvolvido serviços complementares, contemporâneos, como (e não tão somente) a construção, gestão, operação na internet, desde sites e blogs até as redes sociais – Twitter, Facebook, Instagram, Youtube etc. De modo que além de se promover uma integração da comunicação, seja possível multiplicar os resultados do trabalho de assessoria de imprensa via as redes sociais, por exemplo. Ou, por outro lado, levar os conteúdos de sua central de mídia para a Imprensa, devidamente formatados, analisados, computados.

Dica 5: Assessoria de Imprensa não é agência de publicidade. E, portanto, não tem como publicar tudo o que a empresa quer, do jeito que quer, a hora que deseja e no veículo escolhido pelo diretor. Isto se chama publicidade, é pago, você pode falar o que quiser, onde e como; para muitos problemas de comunicação é a melhor solução. Certamente não tem a credibilidade de matérias assinadas por jornalistas ou por veículos de imprensa respeitados. Mas muitas vezes é a informação e o encanto com que ela passada que resolve. Certamente a diferença de preços entre os serviços é grande, mas não há comparação possível, portanto, evite confundir os serviços.