Media training: um dos segredos dos CEOs das big tech

Media training Art Presse

Acompanhei centenas de entrevistas de clientes nos últimos 40 anos por meio da minha agência de RP (relações públicas e assessoria de imprensa), a Art Presse. Todos, sem exceção, participaram previamente dos treinamentos de mídia – o “media training” – antes de concederem entrevistas à imprensa.

Alguns CEOs ainda me perguntam: é importante manter um trabalho de assessoria de imprensa regular, mesmo tendo em vista os riscos inerentes à exposição e consequentes erros e mal-entendidos?

Respondendo de maneira direta: sim.

Veja o caso dos maiores usuários desse serviço: as big tech. Hoje centenas de marcas utilizam esta ferramenta poderosa como estratégia de branding. Todos os dias somos bombardeados por notícias sobre a OpenAI, ChatGPT, Deep Seek, Gemini … e até empresas B2B como Nvidia.

Estas marcas, e seus CEOS, estão léguas à frente das empresas tradicionais em relação ao uso do RP (relações públicas). Mas para se obter esse tipo de resultado em RP, um dos elementos fundamentais é que o CEO ou porta-voz da empresa esteja bem treinado.

Bons porta-vozes são habilidosos com a comunicação e têm tanto conhecimento do seu negócio e do mercado que acabam direcionando a pauta pela relevância das informações ou pontos de vista apresentados.

Apenas um media training?

Mas já presenciei CEOs extremamente preparados e inteligentes se perderem em uma entrevista porque não seguiram os protocolos transmitidos e discutidos previamente. Acreditaram que apenas o seu conhecimento técnico e preparo era o suficiente, e não era.

Alguns CEOs acham que é preciso fazer apenas um media training em suas vidas. Errado. Como todo jogador talentoso, é preciso treinar regularmente. A prática leva a um aprimoramento das técnicas. E mesmo com muita prática é possível errar feio, caso não se siga os protocolos.

A razão disso é que do outro lado, há um profissional (jornalista) que pratica a sua atividade regularmente e que desenvolveu uma habilidade de perceber falhas, contradições ou fatos (não apresentados). Seja por sensibilidade ou por simples investigação e checagem com diversas outras fontes além das informações proferidas por um CEO.

Termino aconselhando: programe pelo menos duas sessões de media training para este ano de 2026.

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