Claudefishing

Claudefishing

Você é produtor de conteúdo e utiliza IA intensamente na produção de textos? Então use-a com cuidado e moderação porque agora algumas plataformas vão passar a usar detectores de IA para identificar claudefishing.

Isso mesmo. Chris Best, CEO da plataforma de newsletters por assinatura, anunciou recentemente uma parceria com a Pangram, empresa especializada em detecção de textos gerados por IA.

A novidade permitirá que leitores analisem publicações, comentários, respostas e notas para saber se um autor humano produziu o texto ou se o fez com o auxílio de inteligência artificial (IA).

Segundo Best, a preocupação não está na utilização da IA em si, mas na quebra de expectativa do público quando não fica claro quem, ou o que, produziu determinado conteúdo.

O executivo usou o termo “Claudefishing” para descrever situações em que leitores acreditam estar consumindo um texto escrito por uma pessoa, quando, na realidade, houve pouca ou nenhuma participação humana.

Para o CEO do Substack, esse fenômeno pode comprometer a confiança na autoria e enfraquecer a relação entre escritores e suas audiências.

Para ele, a proliferação de conteúdos produzidos sem participação humana em espaços tradicionalmente voltados para isso, dificulta a descoberta de vozes autênticas e ameaça a sustentabilidade econômica dos criadores, inclusive daqueles que utilizam IA apenas como ferramenta de apoio ao processo criativo.

Claudefishing e transparência

Chris Best afirma que a questão não é a utilização da IA. O próprio Substack utiliza IA amplamente no desenvolvimento de software, pesquisas, traduções e outras funcionalidades da plataforma. O ponto central, segundo ele, é garantir que os leitores saibam exatamente o que estão consumindo.

A ferramenta da Pangram poderá ser utilizada em textos com mais de 100 palavras, e a análise será exibida apenas quando solicitada pelo leitor. Além disso, o Substack passa a oferecer novos recursos para os autores, como a possibilidade de incluir uma declaração explicando seu processo de criação e realizar verificações em seus próprios rascunhos antes da publicação. Caso considerem que uma análise esteja incorreta, também poderão contestar os resultados.

Para profissionais de comunicação, assessoria de imprensa e marketing, essa iniciativa do Substack reforça uma tendência: a demanda por transparência sobre o uso de inteligência artificial e como isso pode se tornar um novo elemento de credibilidade para marcas, veículos de mídia e criadores de conteúdo.

Em um cenário em que textos produzidos por IA se multiplicam rapidamente, informar como o conteúdo foi desenvolvido tende a ser tão importante quanto sua qualidade.

Os recursos da Pangram para o Substack já estão disponíveis na versão web e para dispositivos iOS, com lançamento previsto para Android em breve.

A fonte da informação deste post está aqui.

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