Marketing político: media training e análise preditiva para candidatos

media training e análise preditiva para candidatos

As pessoas falam o que pensam, mas fazem o que sentem. Esta equação se aplica às eleições: a maioria dos eleitores vota por sentimento e emoção e não por causa de conteúdos programáticos. Por isso nas eleições de 2026 a análise preditiva será a chave para entender o que os eleitores realmente sentem e querem (a outra chave é o Media Training).

Como funciona um serviço de análise preditiva? Trata-se da combinação de dados extraídos de clippings de imprensa, análise de interações em redes sociais e comunidades de serviços de mensageria (como WhatsApp, Telegram e Discord), mecanismos de busca (sendo que o Google é o mais relevante), algoritmos estatísticos, informações demográficas e aprendizado de máquina que ajudam a prever a probabilidade de resultados futuros.

A Art Presse, sister company da 140 Online, lançou um serviço de análise preditiva, o AP Signal (saiba mais aqui).

Segundo Ricardo Braga, co-fundador da Art Presse, “a aplicação de análise preditiva em marketing é decisiva. Identifica padrões no comportamento do cliente (ou dos eleitores), revela o sentimento real dos eleitores e antecipa o que eles provavelmente farão em seguida, ou seja, em qual perfil de candidato votarão. Vale lembrar que o eleitor, na maioria das vezes, vota com a emoção e o sentimento e não com a razão”.

Análise preditiva: resposta emocional

Ricardo Braga diz que as eleições de 2026 continuarão sendo um ambiente polarizado: “1/3 dos eleitores tenderá a continuar na esquerda e 1/3 no voto conservador (direita). Os restantes 1/3, que são os que definem uma eleição, não terão uma abordagem de escolha racional em cima de propostas – até porque a maioria não entende de economia ou gestão pública – mas usam o voto como uma resposta emocional de autodefesa”.

Media training: saber se comunicar

Por isso que a análise preditiva de dados será um fator-chave para entender como se comunicar emocionalmente com estes eleitores.
Ricardo Braga lembra ainda que não basta apenas ter um radar claro destas zonas de sentimento dos eleitores. “É importante também treinar a comunicação, como endereçar as mensagens de maneira correta.

Por isso, recomendo a realização de diversas sessões de Media Training, ainda mais hoje com as redes sociais. Literalmente, quem não se comunica (bem) se trumbica como diria o Chacrinha.

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