No mundo da IA, os redatores acabaram. Vivam os editores!

No mundo da IA, os redatores acabaram. Vivam os editores!

Pensei no título “Os redatores morreram, vivam os editores!”, mas achei a frase forte e dramática demais. A verdade incontestável é que a inteligência artificial trouxe uma nova realidade para quem trabalha com a missão de traduzir ideias e relatos em palavras.

Basta digitar uma série de comandos em plataformas como ChatGPT, Gemini, Claude ou Grok para receber um texto quase perfeito em termos estruturais e linguísticos, sem erros de revisão e com bastante estilo. Embora ocorram falhas ocasionais, o grau de acerto dessas ferramentas varia de 93% a 97%, um índice espetacular.

Reflito sobre isso por causa de uma reunião na semana passada, na qual um estrategista de comunicação brilhante encerrou a conversa de maneira abrupta ao comentar sobre os sistemas de clipping com aplicação de IA generativa.

Ele afirmou que a participação humana na redação e na análise das notícias de clipping chegou ao fim, pois a IA agora faz o entendimento e o resumo dos conteúdos relevantes. Segundo ele, o mercado agora exige apenas o trabalho do editor para verificar a exatidão do resumo e hierarquizar as informações.

Menos redatores, mais editores

O comentário me causou um choque. Eu já compreendia esse cenário, mas é duro ouvir tal afirmação de um contemporâneo que admiro. O perfil profissional em agências de comunicação e assessorias de imprensa vai mudar radicalmente, exigindo menos redatores e mais editores.

O mercado buscará profissionais que entendam de comunicação e gostem de se relacionar com pessoas, reduzindo o espaço para perfis tímidos que evitam as ruas e a movimentação.

No serviço de clipping, que demanda resumos das notícias mais relevantes para os clientes, o resultado da tecnologia impressiona. A plataforma de IA aprende paulatinamente o que interessa ao cliente, eliminando a necessidade de configurar palavras ou expressões-chave.

Ainda assim, por sorte, precisamos de humanos — os editores — para dar uma ordem lógica na apresentação dos temas. Em resumo: no mundo da IA, vivam os editores!

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